Trabalho artístico - A nostalgia de infância
Descrição do Trabalho Final
Depois da análise das imagens dadas pela professora, eu apercebi-me que em várias imagens o sentimento de nostalgia veio enquanto fazia a reflexão. Decidi especificar mais o meu trabalho baseando-me num poema de Álvaro de Campos 'O Aniversário', que fala da nostalgia de infância.
O trabalho começa com o carrinho de compras vazio, e ao longo da Stop-Motion vou adicionando postais de aniversario com as diferentes idades (dos 1 aos 18). Os postais vão ser colocados aos longo das paredes exteriores juntamente com outros objetos relativos ao aniversario (balões, faixa de aniversário, chucha e babete). Assim, ao longo da stop-motion o exterior do carrinho vai ficando completo, colorido e "feliz".
O carrinho e o seu exterior representam a bagagem emocional que toda a gente tem. Neste caso a bagagem emocional esta dirigida para a nostalgia de infância. Durante a stop-motion eu tento marcar bem a noção de tempo, que aqui esta definida, ao longo dos aniversários que passaram.
Depois da bagagem emocional estar pronta, o individuo entra dentro carrinho. A bagagem envolve-o e ele não pode sair de dentro dela... E aí vem a nostalgia... Aqui, não há a noção do tempo. O individuo que esta dentro do carrinho está estático, triste e, principalmente, nostálgico pelo o seu passado, que está tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Na fase final do trabalho não há noção nem de tempo nem de espaço, não importa o cenário que a expressão facial e o sentimento de nostalgia não mudam. Ele está a viver a sua vida mas sempre com os olhos no passado, andando de costas para o futuro.
Como se o presente, o que ele está a viver não importa-se, a única coisa que importa é o passado, o aniversário em tempos festejado.
Enquanto a stop-motion decorre, eu vou citando o poema que, tal como o vídeo, demonstra uma grande nostalgia pelo passado perdido, mas não esquecido.
Descrição do trabalho: Por passos
1a Aula (23-04-2013)
Nesta aula tive a planear o meu trabalho, a escrever coisas para por no blog e a pensar no tema e no suporte. Cheguei á conclusão de que vou fazer uma instalação num carrinho de compras sobre a nostalgia de infância! Apesar de ainda não saber ao certo como o trabalho final vai ficar, a minha ideia é de fazer do carrinho uma 'bagagem emocional'
2a Aula (30-04-2013)
Depois de ter pensado sobre o trabalho decidi que fazer sobre a nostalgia de infância em questão era muito vago, então decidi especificar-me um bocado e basear o meu trabalho no seguinte poema:
Este poema retrata uma fase de Álvaro de Campos sobre a nostalgia de infância.
Decidi também que do ponto de vista de multimédia, vou fazer uma Stop-Motion ao longo da evolução do trabalho.
Descrição do Trabalho Final
Depois da análise das imagens dadas pela professora, eu apercebi-me que em várias imagens o sentimento de nostalgia veio enquanto fazia a reflexão. Decidi especificar mais o meu trabalho baseando-me num poema de Álvaro de Campos 'O Aniversário', que fala da nostalgia de infância.
O trabalho começa com o carrinho de compras vazio, e ao longo da Stop-Motion vou adicionando postais de aniversario com as diferentes idades (dos 1 aos 18). Os postais vão ser colocados aos longo das paredes exteriores juntamente com outros objetos relativos ao aniversario (balões, faixa de aniversário, chucha e babete). Assim, ao longo da stop-motion o exterior do carrinho vai ficando completo, colorido e "feliz".
O carrinho e o seu exterior representam a bagagem emocional que toda a gente tem. Neste caso a bagagem emocional esta dirigida para a nostalgia de infância. Durante a stop-motion eu tento marcar bem a noção de tempo, que aqui esta definida, ao longo dos aniversários que passaram.
Depois da bagagem emocional estar pronta, o individuo entra dentro carrinho. A bagagem envolve-o e ele não pode sair de dentro dela... E aí vem a nostalgia... Aqui, não há a noção do tempo. O individuo que esta dentro do carrinho está estático, triste e, principalmente, nostálgico pelo o seu passado, que está tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Na fase final do trabalho não há noção nem de tempo nem de espaço, não importa o cenário que a expressão facial e o sentimento de nostalgia não mudam. Ele está a viver a sua vida mas sempre com os olhos no passado, andando de costas para o futuro.
Como se o presente, o que ele está a viver não importa-se, a única coisa que importa é o passado, o aniversário em tempos festejado.
Enquanto a stop-motion decorre, eu vou citando o poema que, tal como o vídeo, demonstra uma grande nostalgia pelo passado perdido, mas não esquecido.
Descrição do trabalho: Por passos
1a Aula (23-04-2013)
Nesta aula tive a planear o meu trabalho, a escrever coisas para por no blog e a pensar no tema e no suporte. Cheguei á conclusão de que vou fazer uma instalação num carrinho de compras sobre a nostalgia de infância! Apesar de ainda não saber ao certo como o trabalho final vai ficar, a minha ideia é de fazer do carrinho uma 'bagagem emocional'
2a Aula (30-04-2013)
Depois de ter pensado sobre o trabalho decidi que fazer sobre a nostalgia de infância em questão era muito vago, então decidi especificar-me um bocado e basear o meu trabalho no seguinte poema:
ANIVERSÁRIO
No tempo em que festejavam o dia dos meus
anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus
anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no
corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus
anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me
cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No
tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus
anos!...
Este poema retrata uma fase de Álvaro de Campos sobre a nostalgia de infância.
Decidi também que do ponto de vista de multimédia, vou fazer uma Stop-Motion ao longo da evolução do trabalho.
Porquê Stop-Motion? Eu escolhi fazer uma stop-motion porque penso que irá dar uma maior noção do tempo tempo a passar e transmitir uma maior intensidade na ideia que quero transmitir...
O trabalho começa com o carrinho de compras vazio, e ao longo da Stop-Motion vou adicionando postais de aniversario coloridos (que vão ser feitos por mim) com as diferentes idades (dos 1 aos 18). Os postais vão ser colocados aos longo das paredes exteriores juntamente com outros objetos relativos ao aniversario (velas, faixas de aniversário, presentes, ...). Assim, ao longo da stop-motion o exterior do carrinho vai ficando completo, colorido e "feliz".
Depois do exterior estar completo, passamos ao interior... E aí vem a nostalgia... Eu vou estar dentro do carrinho, onde tudo é escuro, ao contrario do exterior, não há a noção do tempo -
"Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada."
O individuo que esta dentro do carrinho está estático triste e, principalmente, nostálgico pelo o seu passado, que está tão perto e ao mesmo tempo tão longe. -
"A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!"
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!"
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida."
"Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!"
"Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!..."
Com estes versos transcritos do poema, conseguimos compreender melhor o estado de espírito do individuo. Para dar a sensação que o tempo esta a passar, ele está a viver a sua vida mas sempre com os olhos no passado, quando o carrinho estiver completo o individuo vai estar la dentro em vários cenários mas sempre com a mesma expressão de tristeza e nostalgia.. Como se o presente, o que ele está a viver não importa-se, a única coisa que importa é o passado, o aniversário em tempos festejado.
3a Aula (07-05-2013)
Nesta aula pus as mãos á obra... Fui buscar um carrinho, pintei umas certas partes para tirar qualquer tipo de vestígios da grande superfície onde o fui buscar. Comprei o material necessário e comecei a fazer os postais e a faixa de aniversário.
4a Aula (14-05-2013)
Nesta aula acabei os postais e planeei a stop-motion 'tin-tin' por 'tin-tin'
Fora de aula
A seguir á aula de 14 de Maio levei o carrinho e todo o material necessário e fiz a stop-motion de acordo com o planeado (o que esta escrito em cima, na planificação das primeiras aulas e na descrição do trabalho em geral)
Reflexão:
Eu em geral gostei de fazer este trabalho, é sobre um tema que me interessa, baseado num poema que adoro. Fiquei satisfeita com o resultado final, ficou como inicialmente idealizei. Tive um ou outro problema com a montagem do trabalho, principalmente no Sony Vegas e aqui no Blog.
Textos sobre as imagens para o trabalho do 3º periodo
1a imagem
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| Andrea Galvani 2007 The Intelligence of Evil #5 |
Estado de espírito.
Nesta imagem conseguimos observar um homem a desfazer-se em fumo negro. Apesar da paisagem de fundo ser fria, o homem apenas veste um fato de trabalho... Isto faz me questionar se o homem realmente esta na paisagem, ou será que o seu estado espírito através do fumo, o transportou para este sitio, que apesar de frio é calmo? Será que o homem não se está a desfazer, mas sim a formar?
2a imagem
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| Cornelia Parkers-string 2 |
Beijo
Nesta fotografia conseguimos observar uma escultura onde estão representados dois corpos nus, um masculino e outro feminino, envolvidos num beijo.. Estes corpos estão parcialmente tapados por uma espécie de rede, que tapa a parte mais fulcral, o beijo. Apesar dos corpos estarem exposto, este casal está numa cumplicidade tão grande que é como se estivessem sozinhos por baixo desta rede.. o mundo envolvente não importa e nem existe, a única coisa que existe é ele e ela.. os dois, os seus corpos nus em bolição, os seus lábios em conexão, o seu beijo.
3a imagem
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| Miranda Lichtenstein 2004 Floater |
Falta de expressividade ou excesso dela?
Nesta imagem conseguimos observar uma mulher a flutuar em águas de uma piscina interior. Apesar de não haver nada de especial na fotografia há muita coisa a dizer sobre a expressão facial da mulher. Quando uma pessoa flutua há todo um sentimento liberdade do corpo e da alma, de calma e reflexão, mas, este não parece ser o caso. A mulher está com a cara tao branca como a parede de fundo, com um ar tao translucido como as aguas em que flutua, um olhar assustador como se algo a assombrasse. A sua expressão apática não é clara, ao contrário das águas. A imagem faz-nos a questionar se há falta de expressividade, ou o excesso dela. Se a sua cara transmite calma, reflexão e liberdade ou se transmite opressão, negatividade e medo.
4a imagem
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| Noé Sendas |
Incerteza
É difícil falar sobre um assunto quando não se tem a certeza do que se trata. Este é o caso, o facto de a imagem estar em sépia já me transmite um sentimento diferente, um sentimento de que a fotografia me esta a tentar dizer algo que sozinha eu não vou conseguir descobrir. Trata se de uma fotografia a uma janela rustica, tirada do interior em que se vê o corpo de uma mulher, da cintura ao pescoço, que está indefinido, apagado, esquecido… Transmite me incerteza e um monte de questões me vem á cabeça. Será que isto é propositado? A imagem, será antiga e a modelo mexeu se antes do tempo ficando a sua figura a meio? Haverá alguma mensagem que o autor quer transmitir? Poderá ser algo mais para além da realidade, algo espiritual? Ou simplesmente alguém quis apagar um amor esquecido? Toda esta fotografia é uma questão, uma incerteza.
5a imagem
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| Gregor Schneider 2006 #1 |
O enigma do futuro
Nesta fotografia conseguimos observar uma entrada para um andar inferior.. As paredes estão meio ruídas . Não dá para observar o que é que vem a seguir, apenas se vê um escuro intenso. Será que é seguro descer as escadas? O que será que vou encontrar lá em baixo? Avanço ou não? A vida é um enigma constante, com várias questões e indecisões. Os nossos actos e atitudes mais tarde reflectem-se e duvidam-se.. A vida é feita de 'ses' mas vais vale seguir em frente e descer as escadas e quebrar o enigma do que ficar estagnado. É preferível arrepender-se de algo que se fez, do que de algo que não tenha feito.
6a imagem
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| Man Ray 1920 Enigma of Isidore Ducasse |
A especulação dos contornos
Está representado um objecto, desconhecido, tapado por um pano que, por sua vez, está atado com um fio.. Não conseguimos perceber de que objecto se trata, podemos apenas especular pelos seus contornos que se trata de um objecto com uma certa dimensão, dureza e formato. De certa forma é o que as pessoas fazem umas ás outras na sociedade, julgam pelo aspecto, formam opiniões unicamente por um primeiro contacto e especulam só pelos contornos..
7a imagem
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| Jean-Christophe de Clercq - Dessin |
Objecto: palavras chaves
-circular
-castanho
-quente
-buraco
-queda
-inigma
Maquete - Quarto do Zeca Afonso.
No âmbito da disciplina de desenho, foi nos pedido para fazer uma pintura abstracta do quarto dum artista á escolha (imagem 1). Eu escolhi o Zeca Afonso.. Para fazer a pintura do quadro, e mais tarde a maquete, foi importante fazer uma 'brain storm', pensar em todas as palavras-chaves que me vêm á cabeça quando penso no Zeca..
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| imagem 1 |
Essas palavras eram:
-Guitarra (a sua companheira)
-Cravos (a sua época e a sua revolta/conquista)
-Musica e Escrita (a sua paixão)
-Milho Verde e Natureza (devido a algumas letras)
-Óculos e Boina (a sua imagem de marca)
Dessa forma, comecei o meu trabalho, mantendo sempre em mente as palavras-chaves..
A minha ideia foi fazer a maquete dentro de uma guitarra, com os elementos tipico do artista, e depois fechar a guitarra de forma a que dê para 'tocar', ou simplesmente paracer uma, guitarra e ao mesmo tempo dê para ver os elementos..
O primeiro passo foi serrar a guitarra, de forma a ficar so o fundo, depois, pintei o interior da guitarra de preto (imagem 2)
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| imagem 2 |
Depois, com papel crepe vermelho e arame, fiz cravos e colei-os na parte superior do interior da guitarra. Na parte do meio, escrevi as frases mais emblemáticas de musicas bastantes conhecidas de Zeca Afonso (frases essas que também estavam escritas na pintura do quarto) - Imagem 3
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| Imagem 3 |
Nesta fase do trabalho surgiu a primeira dificuldade.. Ainda tinha uma parte da guitarra a preencher, e lembrei me de por os óculos mas não encontrei uns parecidos.. A seguir pensei em por milho verde, mas desisti da ideia com medo que o milho apodrece-se. Ainda me lembrei da boina, mas o espaço não era suficiente.. Entao, lembrei me da palavra chave 'natureza', e decidi por plantas no espaço restante.
Para finalizar, 'tapei' a guitarra com acrylico e fiz o buraco que as guitarras têm e depois, estiquei as cordas e coleias, de forma á guitarra recuperar o seu aspecto 'original' (imagem 4 a 9)
Neste trabalho eu procurei transmitir sentimento, e não perfeição. Originalidade e raízes, e não complexidade. Eu gostei imenso de fazer esta maquete, acho que consegui transmiti o que queria sobre o Zeca Afonso e o seu 'quarto'.
Neste trabalho eu procurei transmitir sentimento, e não perfeição. Originalidade e raízes, e não complexidade. Eu gostei imenso de fazer esta maquete, acho que consegui transmiti o que queria sobre o Zeca Afonso e o seu 'quarto'.
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| Imagem 4 |
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| Imagem 5 |
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| Imagem 6 |
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| Imagem 7 |
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| Imagem 8 |
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| Imagem 9 |
O que é a arte?
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| 'A Fonte' - imagem 1 |
Este objecto, o urinol, apesar de ser um objecto utilitário, foi mudado de forma a criar impacto e "mudar" o conceito de arte antes conhecido.
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| Imagem 2 - Biccicleta |
Depois do que foi dito acima na imagem 1,acho que é mais facil de compreender de que forma é que um simples objecto utilitário pode ser arte. Para mim, arte é algo que transmite um sentimento, e, se por algum motivo a 'bicicleta' nos transmite algo, é, arte.
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| Imagem 3 - Escultura |
Esta escultura, ao contrário da bicicleta, foi feita no intuito de transmitir algum tipo de sentimento, não como um objecto utilitário mas sim como arte.
Escultura
1a fase
A minha escultura tem a forma de um busto e teve um grande processo de formação.. Primeiro, fiz uma 'bola' de jornal com cola branca de madeira, que mais tarde seria a cabeça.. Insisti nesse formato, e quando já estava do tamanho desejado, fiz os o pescoço e os ombros.. Na aula seguinte, tratei de dar formas á cara, cavidades nos olhos, relevo no nariz, (ect..), tendo sempre especial atenção no formato da cabeça (testa, queixo, ect..)..
2a fase
Numa segunda fase do trabalho cobri o busto, de papel de jornal e cola branca, com uma grande camada de gesso, onde pude esculpir, aperfeiçoar as suas feições, fazer o pormenor do cabelo, nariz e olhos.. Só nesta fase é que o busto ganhou outra forma.. Esta fase também trouxe um problema, mas foi no meu estado de espírito, depois de dar uma olhadela para os trabalhos de os meus colegas fiquei um pouco desanimada.. Também gostava de ter feito uma mascara, irreal, que pode-se pintar ao meu gosto.. Isto leva-nos à última fase do meu trabalho.. A pintura
3a fase
Depois daquela 2a fase onde desanimei um pouco, voltei a espevitar e pensei 'já que não posso voltar a trás e fazer uma máscara, vou pintar e tornar o meu busto alegórico, fazer com que ele transmita uma sensação. A primeira parte da pintura consistiu em dissolver acrylico magenta numa grande quantidade de água e mergulhar a escultura..Depois repeti esse processo. de seguida, fiz um pouco de action panting, e, basicamente, diverti-me com a escultura, sem medo de a estragar.. Usei cores frias para ter um impacto maior, queria uma coisa meio 'assustadora' e fiquei muito contente com o resultado final..
Trabalho de Transfiguração
See Between The Lines
No Should Hear, See or Speak!-1
Neste trabalho, primeiro pintei o fundo com cola branca.. A frase foi escrita com cola para madeira de depois colei pedrinhas pequenas.. No X da boca, colei pedras maiores e depois pintei-as com acrylico preto.. Para tapar os olhos, colei ervas do jardim... Neste trabalho, procuro transmitir a opressão, regras e o 'suposto dever' e tento fazer um apelo ás pessoas, façam o que acham que está correcto e não o que supostamente está.. E mesmo que sejam 'diabinhos', têm liberdade de ouvir, ver e falar..e, principalmente, de PENSAR
I'm Green Like a Tree
Neste trabalho utilizei tinta a óleo (verde), papel autocolante colorido e acrylico.. Os olhos são duas pedrinhas da calçada. Este trabalho transmite uma certa inocência, pois a pessoa está retratada como um palhaço e a essa inocência está associada um crescimento (daí a árvore)... Eu não pensei nesta associação quando fiz o trabalho, só pensei depois, mas inconscientemente fiz a árvore, talvez pela minha forte ligação com a natureza.
Golden Mind
Neste trabalho utilizei duas fotografias.. Primeiro, na fotografia debaixo, salpiquei (deixei mesmo escorrer) acrylico azul, amarelo e encarnado, e forma a formarem uma grelha quase.. Depois, pintei, com spray dourado, uma segunda fotografia. Por fim, cortei só a minha imagem da 2a fotografia e colei na 1a fotogradfa, com o fundo salpicado. Neste trabalho pretendo transmitir alegria e opção de escolha... O fundo é colorido, a vida é boa, e nós ainda estamos em formação, podemos fazer o que quisermos e ser quem quisermos, da cor que quisermos! só de nós e da nossa 'golden mind'
Chuva Chinesa
Neste trabalho deixei cair pingas de tinta da china de uma certa altura, de seguida, salpiquei diferentes tons de acrylico.. Esta trabalho, para mim, transmite fé e vontade, pois apesar da chuva ser preta, há cor á volta e no meio de todas as pingas, e nós que decidimos em qual é nos devemos concentrar.. na cor ou na chuva...
Cores Primárias
Neste trabalho só utilizei acrylico... Na minha opinião este trabalho transmite alegria, esperança e influências.. Apesar de o fundo ser preto, nos somos feitos de cores primárias (onde crescemos, as nossas influencias,...) e com as cores primárias, podemos fazer qualquer cor que quisermos (podemos alcançar qualquer coisa na vida)!
No Devil Should Hear, See or Speak! -2
Neste trabalho utilizei linha, para coser a boca, e diluente com restos de tinta para 'apagar' a minha cara. As pinturas e letras foram com acrylico... Neste trabalho tento, novamente, transmitir opressão, regras e o 'suposto dever' e tento fazer um apelo ás pessoas, façam o que acham que está correcto e não o que supostamente está.. E mesmo que sejam 'diabinhos', têm liberdade de ouvir, ver e falar..e, principalmente, de PENSAR
Jail Rock Ghost
Neste trabalho utilizei diluente para 'apagar' o meu rosto, de seguida pintei com acrylico.. Acho que este trabalho transmite o incerto.. Será que está mesmo um rosto por detrás das linhas ou é só a sua projecção? Por outro lado também procuro transmitir opressão, como se o rosto nao tivesse sido apagado mas pelo contrario, está-se a formar, a criar, e em breve vai sair das 'grades'
I'm Watching You!
Neste trabalho utilizei tinta acrylica e diluente. Os óculos foram feitos a esferovite. Acho que transmite um sentimento diferente dos restantes trabalhos, mais escuro e profundo, quase de "ameaça". Não me libertei totalmente do meu rosto para poder transmitir esses mesmos sentimentos
Upside Down
Neste trabalho utilizei duas fotografias.. Uma primeira, que pus ao contrario e pintei o fundo com acrylico, deixando a cara intacta... Depois, numa segunda fotografia, recortei a cara e colei o resto (cabelo e pescoço) na cara virada ao contrario da 1a fotografia.. Penso que transmite confusão e incerteza.. como se o mundo estivesse ao contrário.
Colorful Face
Neste trabalho utilizei a técnica do 'action painting' com tintas acrylicas, utilizando outra fotografia para tapar o fundo de forma a que não ficasse 'sujo'.. Acho que transmite alegria, movimento e uma certa 'confusão' ao tentar descobrir o que esta por trás.. As cores transmitem a alegria que há dentro de nós
































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